Imagens de uma câmera corporal que registraram momentos de tensão durante uma ocorrência envolvendo policiais militares em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, passaram a repercutir nas redes sociais. O episódio aconteceu no dia 15 de agosto e terminou com o soldado Mateus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, baleado na região da cabeça.
O policial Nykollas Matheus de Lima Santos, de 30 anos, também integrante da Polícia Militar, é apontado como autor dos disparos. A Vara da Justiça Militar de Pernambuco decretou a prisão preventiva do militar, que, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (27), ainda não havia sido localizado nem se apresentado à Justiça Militar.
De acordo com informações atribuídas à Polícia Militar, Canabarro estava de serviço e integrava uma equipe acionada para atender uma ocorrência relacionada a som alto no Centro de Água Preta. Nykollas estava de folga e se encontrava no local.
Relatos sobre a ocorrência apontam que a situação teria começado após uma intervenção relacionada a um equipamento de som. Depois de o aparelho ser desligado, houve um desentendimento entre os policiais.
Registros da ocorrência apontam ainda que, durante a discussão, Canabarro teria sacado uma arma. Um superior teria determinado que ele guardasse o armamento e entrasse na viatura. Na sequência, a situação evoluiu para disparos.
As imagens da câmera corporal, divulgadas posteriormente nas redes sociais, mostram parte da movimentação e dos momentos de tensão durante a ocorrência. O conteúdo ganhou repercussão nesta semana e voltou a chamar atenção para as circunstâncias do confronto.
Canabarro foi socorrido após ser atingido e encaminhado inicialmente para atendimento médico na região. Posteriormente, foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, onde permanece sob cuidados médicos.
O caso foi registrado inicialmente como tentativa de homicídio. Além da investigação na esfera criminal militar, a Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco iniciou uma apuração preliminar para analisar a conduta do militar apontado como responsável pelos disparos sob o aspecto ético-disciplinar.
A defesa de Nykollas afirmou anteriormente que o policial teria agido em legítima defesa e sustentou que não haveria, até então, definição sobre quem iniciou os disparos. A versão e toda a dinâmica da ocorrência deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Com a decisão mais recente da Justiça Militar, há agora uma ordem de prisão preventiva contra Nykollas.





