Belchior, que faria 80 anos no próximo dia 26 de outubro, ganhará mais um filme, dessa vez, protagonizado pelo ator paraibano Luiz Carlos de Vasconcelos, no longa metragem “Viver é Melhor que Sonhar”, previsto para ser lançado em dezembro nos cinemas. As imagens com as finalizações das gravações foram divulgadas pela H2O Films mês passado. O filme retrata um dos capítulos mais enigmático da trajetória do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior.
“Viver é Melhor que Sonhar” que tem estreia prevista para 3 de dezembro no Brasil, exclusivamente nos cinemas, foca nos anos em que o artista abandonou o patrimônio e a identidade que havia construído ao longo de décadas para cair na estrada ao lado de Edna, seu novo amor. A paixão do artista é interpretada pela atriz Isabela Garcia, que está no ar na novela Quem Ama Cuida.
Nascido em Sobral, no Ceará, Belchior ganhou projeção durante a década de 1970 após conquistar o público com músicas marcadas por reflexões sobre juventude, identidade, conflitos geracionais e as transformações sociais do período. Entre os maiores sucessos de sua carreira estão “Apenas um Rapaz Latino-Americano” (1976), “Como Nossos Pais” (1976) e “Medo de Avião” (1979), composições que ajudaram a consolidá-lo como um dos grandes nomes da música popular brasileira.
Com direção de Eduardo Albergaria, comandada a partir de um roteiro assinado por Daniel Dias, o longa-metragem foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Urca Filmes e H2O Produções. Além de Luiz Carlos e Isabela, o elenco ainda conta com a presença de diversos outros talentos conhecidos, como Karine Teles, Augusto Madeira, Lucas Penteado, Nabiyah Be, Márcio Vito, Marina Provenzzano, Lolla Belli e o ator argentino Luciano Cáceres.
Viver é Melhor que Sonhar chega aos cinemas no ano em que Belchior completaria 80 anos, e aos 50 anos do álbum Alucinação, um dos marcos de sua obra.
Mais tocadas
As músicas e composições de Belchior permanecem presentes na memória afetiva de diferentes gerações e nas execuções públicas em todo o país. Para marcar a data, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento com as músicas de autoria do artista mais executadas e regravadas nos últimos cinco anos.
De acordo com os dados da instituição, o artista possui 237 obras musicais e 392 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil. O levantamento revela que “Como nossos pais”, de autoria de Belchior, é a música de seu repertório mais executada no país. Na sequência aparecem “Coração selvagem e “Comentário a respeito de John”, parceria de Belchior com José Luiz Penna.
Entre as obras mais regravadas, “Como nossos pais” ocupa novamente a liderança, com 121 gravações cadastradas. Em seguida aparecem “Mucuripe”, parceria de Belchior com Fagner, e “Paralelas”, de autoria de Belchior. Fagner foi o artista que mais regravou as músicas de Belchior, com 57 regravações.
Como determina a Lei dos Direitos Autorais brasileira (9.610/98), os seus herdeiros receberão rendimentos em direitos autorais de suas músicas tocadas no Brasil por 70 anos após sua morte (ou de autores parceiros, no caso de canções feitas em parceria).
Luiz Carlos de Vasconcelos
Ator e diretor, estreou no cinema interpretando o cangaceiro Lampião no filme Baile perfumado (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Fundador da escola de teatro e circo Piolim, em João Pessoa (sua terra natal), correu o Brasil com a montagem de Vau da sarapalha, adaptação de um conto de Guimarães Rosa que, entre idas e vindas, ficou quase 20 anos em cartaz. A paixão pelo circo fez com que criasse o palhaço Xuxu. Interpretou papéis de destaque em O primeiro dia (1999), de Walter Salles e Daniela Thomas; Eu tu eles (2000), de Andrucha Waddington, e Abril despedaçado (2001), de Walter Salles. Neste último, foi também responsável pela preparação de atores. Nascido em 1954, é formado em letras pela Universidade Federal da Paraíba.
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