Franco Baresi, um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial e ídolo do Milan, morreu nesta sexta-feira, aos 66 anos. A morte foi confirmada pelo clube italiano, onde o ex-jogador construiu toda a sua carreira profissional e se tornou um dos maiores símbolos da equipe.

Em nota oficial, o Milan lamentou a perda do ex-capitão e destacou o legado deixado por Baresi dentro e fora dos gramados. O clube afirmou que sua trajetória permanecerá marcada na história rossonera e relembrou a camisa 6, aposentada em sua homenagem após a aposentadoria.

Baresi estreou pela equipe principal do Milan na temporada 1977/78 e permaneceu no clube até encerrar a carreira, em 1997. Durante esse período, disputou mais de 700 partidas, conquistando seis títulos do Campeonato Italiano, três Copas dos Campeões da Europa — atual Liga dos Campeões —, além de Supercopas da Europa, Copas Intercontinentais e Supercopas da Itália.

Reconhecido pela inteligência tática, capacidade de antecipação e qualidade na saída de bola, o defensor se destacou como líbero e foi um dos pilares das equipes comandadas pelos técnicos Arrigo Sacchi e Fabio Capello. Ao lado de jogadores como Paolo Maldini, Alessandro Costacurta e Mauro Tassotti, formou uma das defesas mais marcantes da história do futebol europeu.

Pela seleção italiana, Baresi disputou 81 partidas. Fez parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 1982 e, anos depois, foi capitão da Itália na campanha do vice-campeonato mundial de 1994, quando a equipe foi derrotada pelo Brasil na decisão por pênaltis.

Após deixar os gramados, o ex-zagueiro permaneceu ligado ao Milan e exercia a função de vice-presidente honorário do clube.

A causa da morte não foi divulgada. Em 2025, Baresi passou por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão identificado durante exames de rotina e, posteriormente, iniciou tratamento de imunoterapia por recomendação médica.