A Polícia Civil da Paraíba avalia a necessidade de submeter Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, a um teste de sanidade mental. Ao g1, o delegado responsável pela investigação confirmou na quarta-feira (16) que a medida está sendo analisada durante a investigação sobre os homicídios pelos quais ele é investigado.
Durante o interrogatório, Jorlan afirmou ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida. Esse número, porém, ainda não foi confirmado pela polícia. Atualmente, a investigação reúne elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios ocorridos em um intervalo de aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape.
Jorlan foi preso no domingo (13), em Mulungu, no Agreste da Paraíba. Segundo a investigação, ele tentou escapar usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. No momento da prisão, carregava uma criança de cerca de dois anos que não era parente dele.
Polícia revisa inquéritos A revisão dos casos sem autoria definida é uma das medidas adotadas pela Polícia Civil para verificar se a declaração de Jorlan pode ter relação com outros homicídios investigados no estado.
“Nós iremos fazer uma revisão nos inquéritos que estão sem autoria e analisar as informações, a fim de identificar elementos que possam recair sob Jorlan”, afirmou o delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso. A polícia informou que qualquer nova atribuição de suspeita ou autoria dependerá da existência de elementos que vinculem Jorlan a cada crime.
Caso repercute em veículos internacionais A prisão foi publicada por veículos de diferentes países, principalmente por causa da forma como Jorlan foi localizado e da declaração atribuída a ele durante o interrogatório.
A revista norte-americana People informou que o homem tentou fugir vestido de mulher e estava com uma criança no colo. A publicação também relatou que o menino foi encontrado sem ferimentos. As circunstâncias que fizeram com que a criança estivesse sob os cuidados do investigado ainda são apuradas pela Polícia Civil.
A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios.
“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.
COM G1 PB





